Gestora afirma que decisão do eleitorado pode estar longe de fechada para o pleito, e mantém alocação abaixo da média em ações brasileiras. A Bolsa tem um começo de agosto amargo e acumula forte queda com a debandada de investidores estrangeiro diante da proximidade das eleições, mas a volatilidade de verdade ainda pode estar por vir. Para a Dahlia Capital a turbulência dos preços de ativos brasileiros deve aumentar nas próximas semanas, com um eleitorado que demonstra mais clareza sobre quem não deseja eleger do que sobre seu candidato preferido – e que, por isso, deve deixar a definição para mais perto do pleito. Essa dinâmica, segundo a gestora, produz um comportamento distinto do observado em eleições tradicionais. “Quando o voto é motivado pela preferência, pesquisas tendem a capturar escolhas relativamente estáveis. Quando passa a ser motivado pela rejeição, a decisão torna-se mais estratégica: o eleitor não procura necessariamente seu candidato ideal, mas aquele que julga capaz de evitar o resultado que considera mais prejudicial”, diz a gestora em carta a investidores divulgada nesta semana. A Dahlia chama atenção para a dificuldade de antecipar preferências nesse cenário, já que parte do eleitorado pode preferir não revelar seu voto enquanto a disputa e a percepção de viabilidade dos candidatos ainda estão em formação. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.