Memorando permite ações ofensivas contra grupos criminosos estrangeiros sob supervisão do governo, mas especialistas alertam para riscos de escalada digital. WASHINGTON — O governo Trump está incentivando empresas americanas a conduzirem seus próprios ataques cibernéticos contra hackers criminosos, uma iniciativa que autoridades da Casa Branca afirmam ajudar a combater ameaças digitais, como ataques de ransomware. Ex-integrantes do governo e especialistas em segurança, porém, alertam que a medida pode gerar caos no ambiente digital. Por meio de um memorando de segurança nacional assinado pelo presidente Donald Trump na noite de quarta-feira, determinadas empresas poderão trabalhar em conjunto com os Departamentos de Justiça e de Segurança Interna para atacar grupos estrangeiros de cibercriminosos em condições específicas. As ações poderão incluir tanto operações de vigilância das redes criminosas quanto ataques capazes de interromper, manipular ou destruir sistemas e redes de informação, inclusive infraestruturas virtuais e físicas. Ainda não está claro quais empresas aderirão ao programa, se é que alguma o fará. A medida representa, porém, uma mudança significativa em relação a décadas de política de cibersegurança adotadas por governos republicanos e democratas, que tradicionalmente priorizavam o fortalecimento das defesas corporativas e reservavam operações ofensivas ao Exército e às agências de inteligência americanas. A iniciativa detalha uma mudança de direção que integrantes do governo Trump já vinham sinalizando há meses. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.