Colocação integral dos três vencimentos interrompe sequência de ofertas enxutas, mas concentração no papel mais curto mostra que a demanda por títulos longos segue fraca. O Tesouro Nacional vendeu nesta terça-feira (18) todos os 1,2 milhão de NTN-Bs que colocou à venda, no maior leilão desses papéis desde abril. As NTN-Bs são os títulos públicos atrelados à inflação, os mesmos que o investidor pessoa física conhece como Tesouro IPCA+. O leilão só foi possível por causa de um vencimento recorde de cerca de R$ 260 bilhões nesses papéis na segunda-feira (17), o maior da história para essa classe de títulos, que devolveu uma quantidade enorme de dinheiro ao mercado e criou espaço para uma nova rodada de emissões. Desde meados de junho, o Tesouro vinha oferecendo lotes bem menores a cada semana, num contexto de insegurança dos investidores com a política fiscal, juros nominais elevados e incerteza externa. Mesmo assim, o resultado mostra que a demanda continua concentrada nos papéis de prazo mais curto. Dos R$ 5,20 bilhões vendidos em títulos de inflação, R$ 3,34 bilhões, ou cerca de 64% do total, saíram apenas do vencimento de 2031. “Mercado demandando somente título curto”, resume o economista e professor Alexandre Cabral. Segundo ele, o papel de 2031 saiu com taxa menor do que a negociada no mercado na véspera, enquanto os vencimentos de 2037 e 2060 ficaram próximos do fechamento anterior. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.