Taty Almeida, símbolo das Mães da Praça de Maio, morre aos 95 anos
Seu filho foi sequestrado por membros da Triple A, esquadrão da morte anticomunista, em 1975. A morte foi confirmada pela organização. Com seu lenço branco sempre atado ao pescoço, Almeida foi uma protagonista incansável nas mobilizações que reivindicavam memória, verdade e justiça pelos crimes do regime ditatorial, mas também sempre apoiou, com sua presença e sua voz inconfundível, as lutas sindicais e estudantis. "Obrigada por nos ensinar que amar é resistir, que a única luta que se perde é a que se abandona e que não existe força maior do que a do amor", afirmou a organização, presidida por ela, em nota. A vida de Almeida deu uma guinada após o desaparecimento de seu filho Alejandro, de 20 anos, em 1975. Como ele, outros 30 mil opositores desapareceram nas mãos da temida Triple A, esquadrão da morte anticomunista criado ainda nos tempos de democracia, e da ditadura que governou a Argentina entre 1976 e 1983. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo