Solo teatral explora loucura de Nietzsche com chicotadas em cena e reflexão filosófica
Poema de Denise Stoklos inspirou a criação do espetáculo. As marcas da flagelação logo ficam visíveis em manchas vermelhas no dorso. Não há expressão de dor, mas muita concentração e preparo físico. A intenção da performance é mergulhar nas profundezas da alma humana e refletir sobre violência, destruição, culpa, desejo e reparação. Um poema escrito por Denise Stoklos inspirou o artista a criar o espetáculo, que vai estrear na programação off do Festival d´Avignon, na França, em julho. Ela enviou o texto após assistir duas vezes a outra peça de Lorenzon, "Quase Infinito", solo em cinco atos em que ele se alimenta da atmosfera de contos do argentino Jorge Luis Borges para refletir sobre as angústias e as dores modernas. No poema, a atriz, dramaturga e diretora paranaense aborda o episódio que marca o início do colapso mental de Friedrich Nietzsche (1844-1900), ocorrido em Turim, ao ver um cavalo chicoteado pelo cocheiro. O filósofo alemão atirou-se no pescoço do animal e entrou em silêncio profundo. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo