Apesar do crescimento, setor já sente o reflexo do endividamento das famílias e das mudanças no consumo, com maior gastos com bets e uso de canetas emagrecedoras. O atacado brasileiro encerrou 2025 com faturamento de R$ 616,6 bilhões, o que representou um crescimento nominal de 17,27 % e avanço real de 11%.Dessa forma, o setor ampliou sua participação no mercado de alimentos, bebidas, limpeza/higiene para 55,9%, consolidando-se como peça-chave no abastecimento de supermercados, pequenos comércios, bares, farmácias e restaurantes, conforme dados divulgados nesta terça-feira (12) pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD). Conforme o levantamento do Ranking ABAD NielsenIQ 2026, com base em 2025, o setor cresce mesmo em um ambiente de consumo mais pressionado por juros elevados, maior endividamento das famílias e, principalmente pelas mudanças no comportamento do consumidor. Isso porque o orçamento do brasileiro passou a ser disputado por novos “concorrentes invisíveis”, como apostas esportivas, compras internacionais e gastos com novas tendências de consumo, como as canetas emagrecedoras. “O atacadista exerce uma função primordial no abastecimento do país, mas já está percebendo que o brasileiro está muito endividado e fazendo esforço para manter seu carrinho cheio”, afirma Leonardo Miguel Severini, presidente da ABAD e da UNECS. Segundo ele, o consumidor vem tentando reduzir gastos secundários e apertando mais os gastos do lar, mas contas da casa subiram assim como dívidas, que incluem as casas de apostas. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.