Houve redução do desequilíbrio para as disputas a deputado estadual e federal, mas no Senado a situação é a pior desde 2014. O quadro aparece em pesquisa do Núcleo de Estudos Raciais do Insper. No pleito de 2022, por exemplo, as disputas para deputados estaduais e federais tiveram, respectivamente, 52,2% e 48,3% de negros. No Senado, o percentual foi de 32,5% —cenário que menos se alterou desde 2014. Em paralelo às evidências, as cúpulas de grandes partidos, do PT ao PL, querem excluir as campanhas majoritárias, como a do Senado, do cálculo da cota mínima de distribuição do fundo eleitoral para negros e mulheres. Como a Folha mostrou, a ideia é mudar a regra já para a eleição deste ano, com aval da Justiça Eleitoral. A sugestão chegou ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, por representantes dos partidos. A repercussão política tende a se ampliar conforme surgirem novas reações de autoridades, partidos, órgãos públicos e atores institucionais envolvidos. Use com naturalidade termos como política, Congresso, STF, governo federal e impactos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.