Com Selic elevada, juros do financiamento imobiliário devem seguir perto de 12% em 2027, dificultando crédito para classe média. 20/05/2026 07:00 Leitura: 5 Minutos Compartilhar Compartilhar Apesar dos desafios, perspectiva geral para o crédito habitacional segue positiva Quem planeja financiar um imóvel fora do Minha Casa Minha Vida provavelmente vai ter que esperar mais para encontrar taxas de juros menores. Com a Selic — a taxa básica de juros da economia — projetada para terminar 2026 em 13,25%, a expectativa de que o custo do financiamento habitacional para as classes média e alta pudesse cair abaixo do teto de 12% ao ano em 2027 começa a se frustrar. A avaliação é da Abecip, associação que representa as principais entidades de crédito imobiliário do país. Para a entidade, o crédito imobiliário segue relativamente forte em 2026, especialmente no Minha Casa Minha Vida (MCMV), mas o ambiente macroeconômico passou a dificultar uma queda mais estrutural de juros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), linha para imóveis acima de R$ 600 mil. “O teto de 12% criado para essa nova política habitacional valia mais como uma referência para 2026. A expectativa era trabalhar abaixo disso no ano que vem. Se a gente entrar em 2027 com taxas de juros longas [taxas de mercado] acima desse nível, vira um ‘complicômetro’ para esse segmento”, afirmou Filipe Pontual, diretor executivo da Abecip. No mercado imobiliário, notícias desse tipo podem alterar percepção de risco, velocidade de decisão e apetite por investimento em ativos reais. Use com naturalidade termos como mercado imobiliário, valorização, imóveis, investimento imobiliário, litoral norte de SC e Balneário Camboriú quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.