Ex-deputado é suspeito de direcionar pelo menos 21 indicações de verbas, mesmo sem ter um mandato. Em mais uma decisão decorrente da investigação sobre o mau uso de emendas parlamentares, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou ontem o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos). O ex-deputado é suspeito de direcionar pelo menos 21 indicações de verbas, mesmo sem ter um mandato, com o aval do atual chefe da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de acordo com a Polícia Federal (PF). Assim como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, cujo patrimônio também foi congelado por decisão de Dino, o ex-deputado negociou, segundo investigadores, o envio de verbas com a servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, em um “quadro gravíssimo de desvio de finalidade”, de acordo com a decisão do ministro do STF. Para a Polícia Federal (PF), Fialek atuava como operadora de um novo “orçamento secreto” e, no caso de Cunha, contava com o aval de Motta para favorecer o aliado — o ex-deputado é padrinho político do atual presidente da Câmara. Já Cunha, sem citar o colega de partido, afirmou que irá contestar a decisão do ministro do STF. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.