Carga sai do Paraguai, passa pelo Chile e canal do Panamá até chegar a estados brasileiros. O que poderia ser algo pontual é, no entanto, cada vez mais frequente e decorre de mudanças logísticas adotadas pelo crime organizado para abastecer os estados do Norte e Nordeste do país, que incluem o escoamento dos cigarros fabricados no Paraguai por uma rota marítima que passa pelo Suriname. Há relatos de casos do gênero desde 2018 e passaram a ser frequentes nos anos seguintes, até serem considerados atualmente pelas autoridades como uma rota consolidada. Há até casos de barcos carregados de cigarros, sem tripulantes, flagrados pela Marinha, como um que encalhou em 2020 em Cajueiro da Praia (PI). A rota marítima, assim como a terrestre, tem origem no Paraguai. Mas os contrabandistas, em vez de entrarem com as cargas diretamente no Brasil por fronteiras no Paraná e em Mato Grosso do Sul, optam por levar o carregamento de cigarros para o Chile, para ser embarcado no porto de Iquique, no norte do país, distante 1.762 quilômetros da capital, Santiago. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.