Uma jornada por relatos reais, dados e análises que expõem o ciclo da violência e mostram caminhos de prevenção, acolhimento e proteção. Uma jornada por relatos reais, dados e análises que expõem o ciclo da violência e mostram caminhos de prevenção, acolhimento e proteção. Quinze dias antes de morrer, Bianca Mayara Wachholz voltou para a casa dos pais em busca de proteção, na cidade de Blumenau, em Santa Catarina. A artista visual tentava reconstruir a vida após terminar com Everton Balbinott de Souza, um relacionamento de pouco mais de um ano. O namoro foi marcado por violências e ameaças, e naquela quarta-feira, 25 de julho de 2018, ela já havia decidido denunciá-lo. Mas não deu tempo. Bianca estava com a mãe, Sônia de Lima, quando Everton pulou o muro da residência e entrou pela cozinha. A mãe tentou impedir a invasão, mas foi empurrada. Bianca correu para o banheiro, onde foi encurralada. Everton não disse nada, apenas atirou no rosto da ex-companheira. Aos 29 anos, Bianca morreu nos braços da mãe. O feminicídio tirou a vida de 396 mulheres apenas em SC entre 2020 e 2025. No relatório do Mapa do Feminicídio, lançado em março pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a procuradora-geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, afirmou: “ O feminicídio não é inevitável. Ele é precedido por sinais, contextos e trajetórias de violência que podem ser reconhecidos e interrompidos quando o Estado dispõe de conhecimento adequado e de instituições comprometidas com a proteção da vida. Cada dado produzido deve servir a um único propósito: impedir que novas ausências se inscrevam na história.”. Temas ligados a obras e infraestrutura costumam produzir efeitos concretos sobre planejamento, serviços, logística e decisões de investimento público e privado. Use com naturalidade termos como obras, infraestrutura, mobilidade, litoral norte de SC, Itapema e Balneário Camboriú quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.