Retomada da Samarco: Novas Operações e o Fim das Barragens
Conheça o plano da Samarco para atingir 100% da capacidade produtiva até 2028, novas operações sem barragens e as ações do Novo Acordo do Rio Doce. “O 5 de novembro de 2015 é uma data que jamais iremos esquecer. Foi um aprendizado e um marco muito forte e isso remoldou o propósito da Samarco”, enfatizou Rodrigo Pasquali, engenheiro de Minas e gerente geral de Operações do Complexo de Germano, durante a recepção à equipe da revista Minérios & Minerales, que esteve na sede da mineradora, no final de março, no município de Mariana (MG). Com um sentimento misto por renovação, e, também, o dever pela reparação – ao mesmo tempo – a Samarco mostrou os processos adotados nos últimos anos para seu plano de retomada das operações iniciado em 2019, após o rompimento da barragem de Fundão, no Complexo de Germano, ocorrido em 2015. Fundada em 1977 e desde 2001 controlada através de uma joint-venture entre a Vale S.A. e a australiana BHP, a mineradora ficou paralisada por cinco anos, iniciando seu recomeço gradual em 2020. “O ciclo de retomada das operações da Samarco, nesse período, seguiu três pilares: implementar uma engenharia robusta, excelência e confiabilidade operacional e seguir um licenciamento rigoroso. Com isso, construímos um planejamento com três momentos: o primeiro, em 2020, investindo R$650 milhões de reais para a retomada do primeiro concentrador, quando atingimos 26% da capacidade operacional, a qual mantivemos até 2024. Nesse mesmo ano, investimos R$1,6 bilhão de reais. O segundo foi em 2025, quando atingimos 60% da capacidade, produzindo 15 milhões t de pelotas e finos de minério de ferro. Em paralelo, aprovamos investimentos na ordem de R$13,6 bilhões para o momento 3, que seguirá até 2028 para atingirmos 100% da capacidade. Isso equivale a cerca de 27 milhões t de pelotas e finos de minério de ferro”, adiantou Pasquali. Atualmente, a Samarco possui 2.811 trabalhadores, sendo 1.369 somente no Complexo Germano, onde é realizada a extração e o beneficiamento do minério. Esse material é transportado por um mineroduto de 400 km até o Complexo de Ubu, localizado no município de Anchieta, no litoral do Espírito Santo. Lá é onde acontecem os processos de pelotização e o embarque pelo Terminal Marítimo de Ponta Ubu. “Eles saem de Germano em polpa através do mineroduto, sendo 70% sólidos – minérios – e 30% água. Em Ubu, 100% dessa água retirada é reaproveitada e o material sólido vai para o pátio de estocagem, e em seguida, para o porto”. Temas ligados a obras e infraestrutura costumam produzir efeitos concretos sobre planejamento, serviços, logística e decisões de investimento público e privado. Use com naturalidade termos como obras, infraestrutura, mobilidade, litoral norte de SC, Itapema e Balneário Camboriú quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Revista O Empreiteiro