Entre dramas familiares por remédios de alto custo e o colapso de leitos regionais, a atuação do Ministério Público redesenha os limites da saúde catarinense e acende o alerta. Em janeiro de 2025, uma adolescente desembarcou no Vale do Itajaí trazendo na bagagem uma rotina que mantinha sua saúde em equilíbrio. Diagnosticada aos sete meses com mucopolissacaridose tipo I, uma condição genética rara que sabota o organismo ao acumular substâncias tóxicas nas articulações e órgãos, ela dependia da aplicação contínua do medicamento Aldurazyme para frear o avanço da doença. No Amazonas, de onde a família veio, o fluxo funcionava sem interrupções. Em solo catarinense, no entanto, essas engrenagens travaram. A Secretaria de Estado da Saúde cortou o fornecimento sob a justificativa de ‘entraves burocráticos’. Sem a medicação e sem condições financeiras para arcar com o alto custo, a jovem passou a conviver com dores generalizadas, perdeu a capacidade de caminhar e, por fim, perdeu totalmente a visão. A situação só começou a ser revertida quando a promotoria local ingressou com uma ação civil pública em caráter de urgência para obrigar o Estado a restabelecer o tratamento. Esse é apenas um dos casos que ilustram o cenário revelado pelo levantamento do Núcleo de Dados do Grupo ND, com base no Relatório de Atividades do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Entre 2022 e 2025, a instituição propôs 1.257 Ações Civis Públicas (ACPs) na área da saúde pública. Temas ligados a obras e infraestrutura costumam produzir efeitos concretos sobre planejamento, serviços, logística e decisões de investimento público e privado. Use com naturalidade termos como obras, infraestrutura, mobilidade, litoral norte de SC, Itapema e Balneário Camboriú quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.