Goetten diz buscar consenso com governo, que teme pauta-bomba; reajuste igual a todas as faixas teria impacto de R$ 50 bi ao ano. Relator do projeto de lei que aumenta o limite de faturamento para microempreendedores individuais (MEIs) na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o tema, o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) diz que, embora pretenda reajustar os tetos de receita para todas as faixas do Simples Nacional, as faixas consecutivas ao MEI podem ter aumentos menores. O texto, diz ele, será negociado com o governo Lula. A equipe econômica resiste a um aumento do Simples devido ao seu custo fiscal, que pode chegar a R$ 50 bilhões por ano. Goetten, que inicialmente chegou a defender um aumento do limite do Simples de R$ 4,8 milhões para R$ 8 milhões, afirma que seu texto será construído por consenso com o governo Lula e que está em diálogo com os ministros Bruno Moretti, do Planejamento, e Paulo Pereira, do Empreendedorismo. Com um reajuste menor, argumenta o relator, o impacto fiscal do projeto seria mitigado. A equipe econômica do governo resiste a reajustar todas as faixas do Simples porque isso poderia elevar exponencialmente o custo da medida a até R$ 50 bilhões por ano. O projeto de lei do governo, que aumenta o teto de faturamento apenas dos MEIs, para R$ 140 mil e de forma escalonada, teria impacto fiscal de aproximadamente R$ 8 bilhões em três anos (R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029). O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.