Rede do tráfico de cocaína no continente aproxima CV e PCC de grupos tidos como
Farc, Tren de Aragua, cartéis mexicanos e máfias têm conexões com grupos brasileiros apontadas em estudos e investigações. É essa a conclusão que se extrai de pesquisas sobre o tráfico de drogas global, de investigações policiais e da análise de especialistas que estudam o desenvolvimento das facções brasileiras. As duas facções entraram oficialmente na lista de grupos terroristas do governo americano nesta sexta-feira (5). Entre as demais 94 organizações que já integram a lista, ao menos quatro já tiveram relações com PCC ou CV apontadas em investigações policiais, pesquisas ou relatórios —todas são grupos latino-americanos que passaram a integrar a lista a partir de 2025, por decisão do governo de Donald Trump. De um lado, os dois maiores grupos criminosos brasileiros recebem droga dos grandes produtores de cocaína, sobretudo na Colômbia, no Peru e na Bolívia. Do outro, abastecem as máfias que se especializaram no varejo da droga na Europa, mercado consumidor que viveu expansão contínua na última década —segundo os dados mais recentes da Agência da União Europeia para Drogas, houve recordes de apreensão de cocaína na Europa por sete anos em sequência, de 2017 a 2023. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo