Petroleiras podem se beneficiar da alta do barril, enquanto aéreas, transporte, logística, petroquímicas, varejo, construção e empresas mais dependentes de crédito tendem a sentir. A alta do petróleo em meio à nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã impôs uma leitura mais seletiva à Bolsa brasileira nesta quarta-feira (8), separando os papéis que podem se beneficiar do barril mais caro daqueles mais expostos à pressão de custos, dólar e juros. No fechamento, o Ibovespa encerrou em queda de 0,79%, aos 170.665 pontos, enquanto o Brent fechou com alta de 5,2%, cotado a US$ 78,02. O movimento refletiu o aumento do prêmio de risco geopolítico, em meio ao temor de novas restrições à oferta global e de eventual impacto sobre o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. De um lado, empresas ligadas à produção e exportação da commodity, como petroleiras, tendem a capturar parte do efeito positivo de um Brent mais alto. De outro, companhias intensivas em combustíveis, fretes, energia, importações ou crédito podem sofrer mais em um ambiente de custos elevados, câmbio pressionado e juros altos por mais tempo. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.