Para analistas, mesmo com a valorização global do dólar, é possível que, no médio prazo, o real se mantenha sustentado pelo carry trade. Um funcionário conta cédulas de dólar americano em uma casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia, na quarta-feira, 2 de março de 2022 (Dimas Ardian/Bloomberg) Publicidade. As decisões de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos desta quarta-feira (17), apesar de já precificadas pelo mercado, podem ter o condão de alterar a dinâmica cambial para o real. Enquanto a postura mais rígida do Federal Reserve, mesmo que mantendo a taxa de juros, contribui para a valorização global do dólar, a queda da Selic em 0,25 ponto percentual (a 14,25% ao ano) contribui para a redução do carry trade, fortalecendo ainda mais a divisa americana em relação à brasileira. O carry trade é uma operação financeira que consiste em tomar dinheiro a uma taxa de juros em um país e aplicá-lo em outra moeda, onde as taxas de juros são maiores. Desta forma, o diferencial de juros menor entre Brasil e EUA tornaria a moeda brasileira menos atrativa. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.