Estudos apontam possibilidade de calor extremo, chuvas intensas e eventos climáticos mais severos, enquanto comunidades vulneráveis acompanham o avanço do fenômeno com apreensão. Desastre natural com a maior perda de vidas no país, a tragédia das chuvas em 2011 na Região Serrana do Rio, que deixou mais de 900 mortos, permanece viva na memória de seus moradores. Outros temporais com mortes se sucederam na região. Agora, 15 anos após o triste marco histórico, associações comunitárias da região vivem outro pesadelo: a chegada do super El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Também preocupados com as consequências do acontecimento, especialmente em áreas vulneráveis, como a Serra, especialistas de laboratórios de universidades do Rio e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) se debruçam sobre estudos. Segundo divulgação Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) no mês passado, há 82% de chances de o El Niño se formar até julho. Coordenador do Laboratório de Monitoramento e Modelagem de Sistema Climático (Lammoc) da Universidade Federal Fluminense (UFF), Márcio Cataldi explica que, pelas simulações feitas, há possibilidade de haver manifestações fortes do fenômeno no Brasil, incluindo o Estado do Rio de Janeiro:. “Junho, julho e o início de agosto geralmente são muito secos. Mas, este ano, devem ser mais chuvosos que o normal. O que se observa é que a época seca vai atrasar um pouco, começando em agosto e se estendendo até o início de dezembro. Deve-se ter um período seco prolongado, com ondas de calor e riscos de incêndios. A partir da segunda quinzena de dezembro, quando o El Niño mudar de fase e começar a esfriar o Pacífico, é que vem o risco maior de chuvas prolongadas.”. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.