Questão é entender por quanto tempo o ciclo atual poderá ser mantido e qual a qualidade dos retornos gerados pelos investimentos. A discussão sobre inteligência artificial (IA) deixou de girar apenas em torno dos altos valuations e passou a focar na sustentabilidade da demanda que sustenta os investimentos bilionários no setor. Em relatório divulgado na última sexta-feira (19), a XP Investimentos afirma que o atual ciclo de gastos segue respaldado por fundamentos sólidos, mas destaca que começam a surgir sinais que exigem monitoramento mais próximo. Segundo os estrategistas Maria Irene Jordão e Raphael Figueredo, que assinam o relatório, o universo de empresas ligadas à inteligência artificial pode ser dividido em dois grupos. De um lado estão as companhias intensivas em capital (como Microsoft, Amazon, Google), que investem volumes recordes de recursos na expectativa de retornos futuros ainda não comprovados. “A métrica mais relevante não é o crescimento de receita isoladamente, mas a produtividade do capital empregado: ROIC (Retorno sobre o capital investido), payback do investimento, e se cada dólar adicional de capex (despesas de capital) ainda gera incremento proporcional de receita ou margem”, destaca o texto. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.