Presidente do TST alerta para captura de tribunais pelo poder econômico em seminário
Ministro Vieira de Mello diz que grandes empresas e Estado têm mais recursos para influenciar a formação de precedentes, enquanto vulneráveis litigam de forma isolada. O ministro discursou na abertura do segundo encontro do ciclo de seminários "O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça", promovido pela Folha em parceria com a OAB-SP (seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil) e com o apoio da AASP - Associação dos Advogados. Vieira de Mello disse que empresas e o Estado, por serem litigantes habituais, ou seja, partes que aparecem repetidamente em processos, têm condições de contratar grandes escritórios, investir em provas técnicas e escolher estrategicamente quais casos levar aos tribunais. Já trabalhadores, consumidores e outros litigantes com menos recursos atuam de maneira isolada. "Essa disparidade pode transformar o debate judicial em um monólogo dos grandes escritórios, silenciando a voz dos vulneráveis na formação do precedente", declarou. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo