Prefeitura de SP ignora norma federal para conter urbanização em áreas com ruído
OUTRO LADO: Gestão Nunes passará a informar proprietários e empreendimentos inseridos em locais mais afetados, entre outras medidas. Em 30 de junho, a gestão Ricardo Nunes ( MDB ) emitiu resolução para que proprietários e empreendimentos sejam avisados caso imóvel esteja em área sujeita a ruído aeronáutico em média ponderada a partir de 65 decibéis, considerado "incompatível" para uso residencial sem reforço acústico. A medida é informativa, sem impor restrições ou sanções. A principal cobrança feita pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e o MPF (Ministério Público Federal) é para que a prefeitura incorpore o PEZR (Plano Específico de Zoneamento de Ruído) dos aeroportos à legislação urbanística. Isso implicaria maiores exigências ou restrições para novas construções, como maior isolamento acústico. A exigência está no Código Brasileiro de Aeronáutica, de 1986. Em audiência pública na última quinta-feira (16) na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), representante da Anac fez um apelo pela incorporação do PEZR. "É uma obrigação legal e constitucional até hoje não cumprida. Sem a compatibilização, não tem qualquer controle sobre adensamento no entorno do aeródromo", defendeu Alfredo Isaac Nogueira, especialista em regulação da área. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo