Estudo indica que até o final de junho havia 182 postos em recuperação, 31,9% a mais do que em igual período do ano anterior. Em meio à crise do varejo brasileiro, um setor chama mais atenção, e não é o de eletrônicos ou de móveis, como o caso da Casas Bahia pode sugerir. Os postos de combustíveis vem se tornando o principal ponto crítico dentro da delicada situação financeira do setor. Embora o comércio como um todo tenha encerrado o primeiro semestre de 2026 com crescimento das recuperações judiciais, as empresas que vendem combustíveis apresentam uma incidência de processos 22 vezes superior à média do setor. Isso é o que mostra um levantamento do Monitor RGF-BIZDOC, indicando que havia 182 postos de combustíveis em recuperação judicial no fim de junho, número 31,9% maior que o registrado 12 meses antes. Sozinhos, eles representam 18,5% dos 986 CNPJs do varejo atualmente em recuperação. O dado mais revelador, porém, aparece quando se leva em consideração o tamanho de cada atividade. Enquanto o varejo registra apenas 0,16 empresa em recuperação judicial para cada 1.000 CNPJs ativos, entre os postos o índice chega a 3,61 por mil. Supermercados, segundo segmento mais pressionado, aparecem bem atrás, com 2,58 recuperações para cada mil empresas. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.