Desemprego dispara, e iranianos só conseguem comprar arroz em pequenas quantidades. No entanto, quando Behnam, um músico desempregado em Teerã, liga para sua família ou amigos para saber como estão, ele nunca começa falando sobre a guerra. "A primeira pergunta que fazemos uns aos outros é: você já comeu?". Como todos os iranianos entrevistados para esta reportagem, Behnam, 38, pediu que seu sobrenome não fosse divulgado por medo de represálias do regime iraniano. "Honestamente, chegou a um ponto em que só pensamos em sobreviver", disse ele. Ficaram para trás os discursos motivacionais de parentes sobre encontrar um emprego, disse ele, enquanto o desemprego continua a disparar. Muitos iranianos engavetaram planos de reformar prédios ou reconstruir vidas devastadas pela guerra. Planejar o futuro parece um luxo absurdo quando amigos empobrecidos só conseguem comprar arroz em pequenas quantidades e quando os Estados Unidos e o Irã estão trocando ataques a instalações militares, portos e usinas de dessalinização de água pela região. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.