Episódio especial na Copa discute o campo e a arquibancada como espaços em que homens podem se emocionar. "Alguns tipos de toque, um pegar na bunda do outro, deitar em cima do outro na comemoração, segurar as mãos, abraçar… São cenas em que os homens estão protegidos pela própria prática", diz a professora de educação física do Coltec UFMG Eliene Lopes Faria, pesquisadora do futebol. "O fato de eles estarem dentro do futebol não coloca em questão a masculinidade. É porque eles são daquele lugar e têm o reconhecimento de serem masculinizados que eles podem realizar isso.". As restrições a certas formas de ser homem no ambiente do futebol, para pesquisadores ouvidos pelo podcast Café da Manhã, alimentam um modelo de masculinidade ainda associado à violência e à exclusão. O acesso mais amplo de meninos e homens (na comparação com meninas e mulheres) ao esporte também contribui para espaços ainda muito machistas. Elementos que ganham um peso maior quando o futebol ocupa tanto espaço na socialização —como no Brasil. O Café da Manhã desta segunda-feira (22) discute o papel do futebol na formação de homens e meninos. O episódio especial ouviu pessoas do campo, das arquibancadas, dos bastidores e dos estudos do futebol para analisar o que esse esporte tem a ver com o modelo hegemônico de masculinidade e se é possível transformá-lo em um ambiente menos machista. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.