China e União Europeia buscam seguir exemplo brasileiro e ter o próprio sistema de pagamento. No entanto, os brasileiros parecem impassíveis. "O Pix é uma conquista brasileira e não vamos abrir mão dele", respondeu Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil e crítico frequente do poder americano. Até seu rival de direita, Flávio Bolsonaro, disse não estar disposto a renunciar ao sistema. Em vez disso, sugeriu um acordo no qual o Brasil prometeria não vincular o Pix a infraestruturas de pagamentos internacionais que concorram com as dos Estados Unidos. O episódio é uma amostra da nova realidade geopolítica das finanças globais. À medida que os EUA buscam o que Scott Bessent, secretário do Tesouro, descreveu recentemente como "diplomacia econômica no século 21", na qual o acesso global ao dólar e à economia americana "não é mais incondicional", e outros países tentam responder na mesma moeda, o sistema financeiro global está se fragmentando em sistemas regionais e nacionais. Isso está acontecendo primeiro nas formas de pagamentos —e representa uma dor de cabeça para Visa e Mastercard, o duopólio americano do setor. Em janeiro, Aurore Lalucq, presidente do comitê de assuntos econômicos e monetários do Parlamento Europeu, alertou que os EUA hostis poderiam facilmente cortar o acesso do continente à infraestrutura de pagamentos. "Vocês não poderão dizer que não foram avisados", disse ela, argumentando que a Europa precisa construir suas próprias alternativas. Semanas depois, um grupo de executivos de bancos britânicos teria se reunido em Londres para discutir a criação de um rival nacional para Visa e Mastercard. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.