Entre o sonho do CNPJ próprio e a falta de oportunidades no mercado formal, pessoas com deficiência encontram no próprio negócio a chance de exercer a cidadania e garantir renda. Samuel Soares Araújo tinha 6 ou 7 anos, não lembra ao certo. O pai, marceneiro, tinha feito algumas tábuas de cortar carne. O filho se interessou e pediu para tentar vender na vizinhança. Mesmo achando que ninguém teria interesse, deu sinal verde ao filho. “Saí de casa com oito tábuas e, em menos de 1 hora, vendi todas”, conta. Tomou gosto pela coisa: queria um negócio para chamar de seu. Aos 11, esbarrou, na internet, com receitas de trufa, que se tornaram seu novo empreendimento. A pandemia chegou e os pais pediram que ele se resguardasse, afinal, as vendas aconteciam na rua. Ele migrou para o ambiente digital. Passou a atuar na revenda de mercadorias, aproveitando os preços baixos de plataformas globais para selecionar produtos com alto potencial de venda e revendê-los com margem de lucro. Aos 17, decidiu morar sozinho e o negócio não era capaz de sustentá-lo. Foi quando, após mais de uma década de trabalho, numa idade em que muitos buscam o primeiro emprego, ele deixou o lado empreendedor de lado para migrar para o mercado de trabalho formal, com carteira assinada. O sonho do negócio próprio não morreu, ficou adormecido enquanto ele navegava por essa nova fase da vida adulta. Porém, traçou a meta de iniciar um novo negócio em 2026. Faltava descobrir o que exatamente. Temas ligados a obras e infraestrutura costumam produzir efeitos concretos sobre planejamento, serviços, logística e decisões de investimento público e privado. Use com naturalidade termos como obras, infraestrutura, mobilidade, litoral norte de SC, Itapema e Balneário Camboriú quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.