Projeto de quatro anos mapeou a invasão do coral-sol em Santa Catarina, desenvolveu novas ferramentas de controle e deixou um alerta: a batalha está longe do fim. “‘Bonitinho’, mas ordinário”, diz Bárbara Segal, professora do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), enquanto segura uma estrutura de madeira que serve de expositor para o esqueleto de calcário de um coral-sol. No futuro, a fita improvisada dará lugar a uma placa com acessibilidade em Braille, que permitirá usá-lo em atividades de extensão nas quais se busca conscientizar e ajudar mais pessoas a reconhecer o invasor contra o qual pesquisadores como ela e servidores do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) travam uma “guerra” para impedir que se alastre pelo litoral catarinense e sufoque espécies nativas. O esqueleto cabe tranquilamente na palma da mão, mas é considerado uma colônia grande. Aqui, porém, grandiosidade não tem a ver só com tamanho. Cada cavidade ali contida abrigou um indivíduo (no vocabulário científico, um pólipo), e mesmo minúsculos, cada um pode carregar internamente mais de 800 embriões (propágulos). Uma única colônia é capaz de liberar mais de 1,5 mil larvas (estágio seguinte ao propágulo), com potencial de, encontrando um local adequado, fundar uma nova colônia. Para uma espécie que se reproduz de forma sexuada e assexuada, isso representa uma capacidade de proliferação descomunal. Não é de se estranhar que, em estados onde chegou antes, como no Rio de Janeiro, já se fale em “tapetes” laranja-amarelos cobrindo o fundo do mar. Antes de virar aquele esqueleto esbranquiçado, que Bárbara segura, cada cavidade abriga uma massa gelatinosa que lembra uma roseta de tentáculos translúcidos, geralmente em tons de laranja ou amarelo-dourado, com oito pontas delicadamente franjadas que se abrem ao redor de uma boca central. “O coral-sol é bonito, mas ver só ele, deixa de ser bonito”, fala a analista ambiental Adriana Carvalhal, representante da Rebio Arvoredo no ICMBio. Temas ligados a obras e infraestrutura costumam produzir efeitos concretos sobre planejamento, serviços, logística e decisões de investimento público e privado. Use com naturalidade termos como obras, infraestrutura, mobilidade, litoral norte de SC, Itapema e Balneário Camboriú quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.