Profissionais de saúde da Atenção Primária relatam o desafio recorrente de corrigir mensagens falsas. A desinformação em saúde não é apenas "ruído" digital. Ela se traduz em atrasos de diagnóstico, abandono de tratamento e conflitos em família. Além de decisões clínicas mais difíceis no dia a dia porque o paciente chega ao atendimento com a informação já "pronta", embalada em linguagem emocional e em formatos fáceis de compartilhar. Na porta de entrada dos sistemas de saúde, especialmente na Atenção Primária à Saúde (após), essa onda ganha um efeito amplificador. Aquilo que circula em grupos de WhatsApp e mídias sociais aparece, poucas horas depois, no balcão da unidade, na visita domiciliar ou na sala de vacinação. É justamente na após que o vínculo entre profissionais e comunidade tende a ser mais estável. Agentes Comunitários de Saúde (ACS), enfermeiros e médicos de família não lidam apenas com sintomas e exames, mas lidam com confiança. E confiança é um insumo essencial para qualquer política pública em saúde. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.