Pery Teixeira coordenou censo pioneiro do povo sateré-mawé entre 2002 e 2003. Para a amiga Marta Azevedo, 71, demógrafa especializada em povos indígenas, a coordenação de Pery foi central para o sucesso do projeto. "Ele estava sempre refletindo sobre como determinada pergunta é feita e qual a influência dela sobre o resultado da pesquisa", afirma. O censo dos sateré-mawé mostra quem foi Pery Teixeira: crítico e aglutinador. Para o demógrafo Gelson de Oliveira, primeiro orientando do professor no mestrado da Ufam, Pery foi um guru. O ex-aluno diz que as críticas eram duras, mas o apoio dado a ele e aos colegas era muito grande: "Ele chegou a dar dinheiro do próprio bolso para ajudar estudantes a se manterem pesquisando". Virgínia Teixeira, 69, sobrinha do professor, diz que ficava com dó dos orientandos do tio. "Ele corrigia todos os erros de português, e só depois falava sobre a dissertação", afirma. Segundo Virgínia e Marta, Pery se preocupava mais com as produções dos alunos do que com as próprias. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.