Para Cila Schulman, recursos e poder migraram para o Congresso, reduzindo o incentivo das legendas para investir em candidaturas ao Planalto. A falta de candidaturas presidenciais competitivas fora da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não decorre apenas da dificuldade de novos nomes conquistarem o eleitorado. Para a CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, os próprios partidos perderam parte do interesse estratégico pela disputa pelo Palácio do Planalto. Durante participação no Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, Cila afirmou que as legendas passaram a concentrar energia e recursos nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado. A mudança estaria ligada ao fortalecimento do Legislativo no controle do Orçamento e ao modelo de distribuição dos fundos partidário e eleitoral. “Os partidos perderam interesse pela campanha presidencial. Esse é o fato, e é isso que a gente está vendo com relação à falta de oferta de candidatos. Você tem um eleitorado à procura de um candidato, mas não tem a oferta. E, quando tem a oferta, você não tem nenhum apoio, como é o caso de certos candidatos que não têm apoio nem do próprio partido”, disse. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.