No Brasil, é um erro morrer; assim que encerram o velório, o artista começa a ser esquecido. Assine Fechar sidebar menu Minha Folha Minha playlist Newsletters Minha assinatura Forma de Pagamento Editar senha e conta Atendimento Clube Folha Casa Folha Sair United States of America flag English edition Edición en español Edição Folha Últimas Textos da edição folha Casafolha Clube Gourmet Clube Folha Bem-estar Educação Gastronomia Lazer e Cultura Turismo Folha Jogos Séries Folha Todas opinião Editoriais Charges Tendências/Debates colunas mais populares Mais lidas Mais comentadas acervo folha fotografia política Lula eleições 2026 painel Entrevista da 2ª brasília hoje economia imposto de renda investimentos previdência painel s.a. agrofolha mercado imobiliário folha ESG mpme publicidade legal recall energia limpa tecnologia veículos cotidiano rio de janeiro loterias Educação Folha Estudantes Folha de redação Enem Ranking Universitário Folha escolha a escola mundo guerra no irã guerra israel-hamas guerra da ucrânia estados unidos china rússia israel coreia do norte venezuela ambiente cop30 saúde Vita equilíbrio ciência ilustrada mônica bergamo quadrinhos painel das letras coleções folha ilustríssima esporte copa do mundo campeonato paulista campeonato brasileiro futebol internacional notícias por estado São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais mais estados podcasts F5 outro canal Bichos celebridades horóscopo Folha Social+ guia folha turismo folhinha folhateen comida CozinhAÍ deltafolha dias melhores Seminários Folha empreendedor social tv folha o melhor de sãopaulo parceiros Aeroin Agência Fapesp BBC News Brasil Bloomberg Deutsche Welle Financial Times Mensagem de Lisboa Público Quatro Cinco Um Radio France Internationale The Conversation The Economist The New York Times banco de dados painel do leitor mais seções folha en español folha in english folhaleaks folha tópicos versão impressa Mapa do site classificados fale com a folha Canais para o leitor anuncie (publicidade folha) atendimento ao assinante erramos ombudsman painel do leitor Sobre a Folha sobre o grupo folha expediente política de privacidade projeto editorial treinamento trabalhe na folha Contraste Claro Escuro Siga a folha Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no X Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Linkedin Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Instagram Link externo, abre página RSS da Folha de S.Paulo Ruy Castro Jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, é membro da Academia Brasileira de Letras. E não importa o tamanho do morto. Exemplo? De 1930 a 1960, ninguém mais presente, poderoso e influente na música popular do que Ary Barroso (1903-1964). E dava razões para isso: fora o primeiro sambista a ficar famoso, o principal abastecedor de Carmen Miranda e Francisco Alves e fixador de gêneros como o samba dolente ("Faceira", 1931), o samba-canção ("Maria", 1934), o samba de Carnaval ("Foi Ela", 1935), o samba dramático ("Na Batucada da Vida", 1935), o samba baiano ("Na Baixa do Sapateiro", 1938), o samba-exaltação ("Aquarela do Brasil", 1939) e muitas outras variantes. Como compositor de piano, tinha uma orquestra nos dedos. Não só. Foi também o primeiro compositor brasileiro a ser chamado por Hollywood; o mais ouvido locutor esportivo de seu tempo; sinônimo do Flamengo, do qual foi cartola secreto; descobridor de talentos em seu programa de auditório; inspirador da bossa nova (Tom Jobim e João Gilberto o adoravam); e, embora provocasse ciúmes até em Villa-Lobos, dizia-se, com orgulho, um sambista. Pois, com tudo isso, Ary está esquecido. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.