Opinião - Mariliz Pereira Jorge: Exploração infantil paterna
Infância virou a commodity de engajamento mais rentável do mercado. Assine Fechar sidebar menu Minha Folha Newsletters Minha assinatura Forma de Pagamento Editar senha e conta Atendimento Sair United States of America flag English edition Edición en español Edição Folha Últimas Textos da edição folha Casafolha Clube Gourmet Clube Folha Bem-estar Educação Gastronomia Lazer e Cultura Turismo Folha Jogos Séries Folha Todas opinião Editoriais Charges Tendências/Debates colunas mais populares Mais lidas Mais comentadas acervo folha fotografia política Lula eleições 2026 painel Entrevista da 2ª brasília hoje economia imposto de renda investimentos previdência painel s.a. agrofolha mercado imobiliário folha ESG mpme publicidade legal recall energia limpa tecnologia veículos cotidiano rio de janeiro loterias Educação Folha Estudantes Folha de redação Enem Ranking Universitário Folha escolha a escola mundo guerra no irã guerra israel-hamas guerra da ucrânia estados unidos china rússia israel coreia do norte venezuela ambiente cop30 saúde Vita equilíbrio ciência ilustrada mônica bergamo quadrinhos painel das letras coleções folha ilustríssima esporte copa do mundo campeonato paulista campeonato brasileiro futebol internacional notícias por estado São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais mais estados podcasts F5 outro canal Bichos celebridades horóscopo Folha Social+ guia folha turismo folhinha folhateen comida CozinhAÍ deltafolha dias melhores Seminários Folha empreendedor social tv folha o melhor de sãopaulo parceiros Aeroin Agência Fapesp BBC News Brasil Bloomberg Deutsche Welle Financial Times Mensagem de Lisboa Piauí Público Quatro Cinco Um Radio France Internationale The Conversation The Economist The New York Times banco de dados painel do leitor mais seções folha en español folha in english folhaleaks folha tópicos versão impressa Mapa do site classificados fale com a folha Canais para o leitor anuncie (publicidade folha) atendimento ao assinante erramos ombudsman painel do leitor Sobre a Folha sobre o grupo folha expediente política de privacidade projeto editorial treinamento trabalhe na folha Contraste Claro Escuro Siga a folha Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no X Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Linkedin Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Instagram Link externo, abre página RSS da Folha de S.Paulo Mariliz Pereira Jorge Jornalista e roteirista. No livro "Like, Follow, Subscribe" ("Curta, Siga, Inscreva-se"), Fortesa Latifi se debruça sobre a vida dos influenciadores mirins. O depoimento de Shari Franke, agora com 23 anos, deveria assombrar qualquer pai ou mãe que insiste em transformar a rotina dos filhos em conteúdo. Enquanto a mãe vendia um dia a dia cheio de harmonia, impunha castigos aos filhos nos bastidores —acabou condenada por abuso infantil. Você pode pensar: "Mas eu não exploro meu filho". E aquela foto inofensiva que pode ter ido parar num fórum de pedofilia? No Brasil, a engrenagem do conteúdo "por criança para criança" gira num vácuo legislativo absoluto. O que existe é uma tentativa de empurrar esse fenômeno para as regras do trabalho artístico, que exige autorização judicial. Na prática, a rotina de quem fatura com a imagem do filho ocorre sem controle de horas de exposição ou garantia de que o dinheiro seja destinado ao menor. Tivemos um avanço com a Lei Felca, que entrou em vigor com pompa de marco histórico pela legislação rigorosa, que impõe novas regras para proteção de menores no ambiente digital. É um avanço, mas que passa batido pelo elefante na sala: pais que lucram alto ao expor os próprios filhos. Imagens de crianças que alimentam o submundo da web por negligência dos genitores. A França, desde 2020, oferece um roteiro sensato ao enquadrar a atividade infantil no código do trabalho, com limites rígidos de horário e depósitos bancários protegidos para o futuro da criança. É uma salvaguarda mínima para quem não tem voz para pedir que a câmera seja desligada. Mas é o mínimo. Eu seria mais rígida: lugar de criança não é no feed do TikTok. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo