Opinião - Marcus Melo: Por que o impacto eleitoral da economia está diminuindo?
Um candidato mal avaliado pode ganhar devido à arquitetura da escolha. 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A literatura já discutiu o fenômeno como uma forma de "partisan cheerleading" (efeito torcida partidária). Avaliações de governo e da economia não refletem apenas julgamentos objetivos sobre desempenho; são uma forma de comportamento expressivo em que eleitores sinalizam lealdade política. As respostas em pesquisas são contaminadas por essa torcida partidária, levando simpatizantes a avaliar melhor governos com os quais se identificam politicamente. A literatura também mostra que, quanto mais intenso o partidarismo, maior o viés. É uma extensão do chamado "efeito halo": a percepção das características positivas de um político ou partido influenciando a avaliação de seu desempenho pelos eleitores. Há evidências fortes de que o efeito do partidarismo sobre percepções econômicas aumentou muito, especialmente nos EUA, mas com uma nuance importante: o aumento é mais claro nas avaliações sociotrópicas —"como está a economia nacional?"— do que nas avaliações egotrópicas —"como estão minhas finanças pessoais?". Pesquisas mostram que a brecha entre democratas e republicanos na percepção de melhora da economia aproximadamente dobrou entre 1999 e 2020. No primeiro mandato de Trump, a diferença estimada era de impressionantes 73%! A correlação entre indicadores econômicos e avaliação de desempenho tem diminuído. A implicação mais imediata desses achados de pesquisa é que o comportamento real da economia tende a perder importância relativa no voto. Pode estar acontecendo no Brasil também. Com isso, a responsabilização (por mau desempenho ou corrupção) tende a enfraquecer. Isto se sobrepõe ao conhecido viés de disponibilidade (a heurística dá mais peso a informações recentes na tomada de decisão). Nos EUA, nos últimos 70 anos, o desempenho da economia nos três anos anteriores do mandato não importa para o voto nas eleições presidenciais: segundo pesquisas, apenas o último semestre ou ano é decisivo. O eleitor olha pelo retrovisor apenas nos últimos metros da corrida. Mas há outras questões fundamentais que não devem ser esquecidas. Primeiro, o grupo de independentes —o único sem torcida partidária— tem crescido no país, algo que também ocorreu nos EUA, onde hoje representa a maior fatia do eleitorado. É aqui que estão os eleitores voláteis. E é nele que se deve focar a análise. Segundo, o que efetivamente interessa ao fim e ao cabo é a arquitetura da escolha. Mesmo muito mal avaliado, um candidato pode ser eleito. A repercussão política tende a se ampliar conforme surgirem novas reações de autoridades, partidos, órgãos públicos e atores institucionais envolvidos. Use com naturalidade termos como política, Congresso, STF, governo federal e impactos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo