Não o deixaram viver, não permitiram que o salvassem a tempo e ainda o excluíram do centro da decisão. Assine Fechar sidebar menu Minha Folha Newsletters Minha assinatura Forma de Pagamento Editar senha e conta Atendimento Sair United States of America flag English edition Edición en español Edição Folha Últimas Textos da edição folha Casafolha Clube Gourmet Clube Folha Bem-estar Educação Gastronomia Lazer e Cultura Turismo Folha Jogos Séries Folha Todas opinião Editoriais Charges Tendências/Debates colunas mais populares Mais lidas Mais comentadas acervo folha fotografia política Lula eleições 2026 painel Entrevista da 2ª brasília hoje economia imposto de renda investimentos previdência painel s.a. agrofolha mercado imobiliário folha ESG mpme publicidade legal recall energia limpa tecnologia veículos cotidiano rio de janeiro loterias Educação Folha Estudantes Folha de redação Enem Ranking Universitário Folha escolha a escola mundo guerra no irã guerra israel-hamas guerra da ucrânia estados unidos china rússia israel coreia do norte venezuela ambiente cop30 saúde Vita equilíbrio ciência ilustrada mônica bergamo quadrinhos painel das letras coleções folha ilustríssima esporte copa do mundo campeonato paulista campeonato brasileiro futebol internacional notícias por estado São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais mais estados podcasts F5 outro canal Bichos celebridades horóscopo Folha Social+ guia folha turismo folhinha folhateen comida CozinhAÍ deltafolha dias melhores Seminários Folha empreendedor social tv folha o melhor de sãopaulo parceiros Aeroin Agência Fapesp BBC News Brasil Bloomberg Deutsche Welle Financial Times Mensagem de Lisboa Piauí Público Quatro Cinco Um Radio France Internationale The Conversation The Economist The New York Times banco de dados painel do leitor mais seções folha en español folha in english folhaleaks folha tópicos versão impressa Mapa do site classificados fale com a folha Canais para o leitor anuncie (publicidade folha) atendimento ao assinante erramos ombudsman painel do leitor Sobre a Folha sobre o grupo folha expediente política de privacidade projeto editorial treinamento trabalhe na folha Contraste Claro Escuro Siga a folha Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no X Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Linkedin Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Instagram Link externo, abre página RSS da Folha de S.Paulo Descrição de chapéu Opinião Expressa as ideias do autor e defende sua interpretação dos fatos​. Há cinco anos, meu filho foi morto e ainda preciso lutar por justiça. Para além da controvérsia jurídica que se inscreveu na história do direito brasileiro, o júri concluído na semana passada eterniza a atrocidade de um homicídio triplamente qualificado e da reiterada tortura contra uma criança de quatro anos. A sentença, que nem sequer citou a vítima, condena a memória de Henry Borel a continuar ferida aberta para a família e toda a sociedade. Em 7 de março de 2021, entreguei meu menino vivo nos braços da mãe e, horas depois, o encontrei cadavérico em um leito de hospital, repleto de hematomas. Não era mais o Henry alegre e amoroso que existia em vida. Daquele dia até hoje, tenho que batalhar para que o Estado cumpra a lei e assegure a responsabilização pelo crime —desde a realização da necrópsia, que o padrasto queria barrar por meio de pressão política, até o júri, que, mesmo após cinco anos, deveria ser idôneo e imparcial. Foram longos 11 dias de depoimentos e debates que seguiam até a madrugada, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Delegados, peritos legistas, médicos, babá, cabeleireira, manicure, ex-namoradas do padrasto Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, 18, que fora torturada pelo acusado quando criança, relataram o que viram e viveram. Os sete jurados, pessoas da sociedade sorteadas, mantiveram-se atentos a todas as provas, discursos, embates e contradições. Com a autorização da lei, representei meu filho no processo como assistente de acusação, ao lado do Ministério Público, autor da ação penal. Pela defesa de Jairo e da mãe do menino, Monique Medeiros, mais de 20 advogados atuaram no plenário. Todos deveriam estar ali por Henry, mas o que se viu foi uma inversão de papéis, em que os criminosos foram tratados como vítimas. Monique foi condenada pelos jurados, que reconheceram sua responsabilidade pelos fatos. Ainda assim, a sentença relativizou sua capacidade de autodeterminação e escolha. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.