Opinião - Angela Pimenta: Educação midiática deve abordar manipulação emocional nas redes
Grande parte da população torna-se ainda mais vulnerável à amplificação algorítmica da raiva e do medo. Assine Fechar sidebar menu Minha Folha Newsletters Minha assinatura Forma de Pagamento Editar senha e conta Atendimento Sair United States of America flag English edition Edición en español Edição Folha Últimas Textos da edição folha Casafolha Clube Gourmet Clube Folha Bem-estar Educação Gastronomia Lazer e Cultura Turismo Folha Jogos Séries Folha Todas opinião Editoriais Charges Tendências/Debates colunas mais populares Mais lidas Mais comentadas acervo folha fotografia política Lula eleições 2026 painel Entrevista da 2ª brasília hoje economia imposto de renda investimentos previdência painel s.a. agrofolha mercado imobiliário folha ESG mpme publicidade legal recall energia limpa tecnologia veículos cotidiano rio de janeiro loterias Educação Folha Estudantes Folha de redação Enem Ranking Universitário Folha escolha a escola mundo guerra no irã guerra israel-hamas guerra da ucrânia estados unidos china rússia israel coreia do norte venezuela ambiente cop30 saúde Vita equilíbrio ciência ilustrada mônica bergamo quadrinhos painel das letras coleções folha ilustríssima esporte copa do mundo campeonato paulista campeonato brasileiro futebol internacional notícias por estado São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais mais estados podcasts F5 outro canal Bichos celebridades horóscopo Folha Social+ guia folha turismo folhinha folhateen comida CozinhAÍ deltafolha dias melhores Seminários Folha empreendedor social tv folha o melhor de sãopaulo parceiros Aeroin Agência Fapesp BBC News Brasil Bloomberg Deutsche Welle Financial Times Mensagem de Lisboa Piauí Público Quatro Cinco Um Radio France Internationale The Conversation The Economist The New York Times banco de dados painel do leitor mais seções folha en español folha in english folhaleaks folha tópicos versão impressa Mapa do site classificados fale com a folha Canais para o leitor anuncie (publicidade folha) atendimento ao assinante erramos ombudsman painel do leitor Sobre a Folha sobre o grupo folha expediente política de privacidade projeto editorial treinamento trabalhe na folha Contraste Claro Escuro Siga a folha Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no X Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Linkedin Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Instagram Link externo, abre página RSS da Folha de S.Paulo Descrição de chapéu Opinião Expressa as ideias do autor e defende sua interpretação dos fatos. Plugados diariamente na internet, milhões de brasileiros passam horas se comunicando, buscando informações e se divertindo. Em 2025, segundo a pesquisa TIC Domicílios, 86% da população com dez anos ou mais estava conectada. O avanço tem sido rápido e contínuo. Se os benefícios da web são inegáveis, os riscos também são cada vez mais visíveis. Incluem a produção e difusão de mentiras e informações incorretas, golpes financeiros e o uso compulsivo do telefone celular. Mas, entre os problemas, a manipulação algorítmica de sentimentos como a raiva e o medo não tem merecido a devida atenção. Pesquisas realizadas na Europa indicam que ao amplificar conteúdos que causam irritação ou amedrontam, as redes sociais obtêm mais atenção e engajamento. Ao dificultar a distinção entre o que é fato e ficção, conteúdos criados com recursos de Inteligência Artificial Generativa (IAG) complicam ainda mais as coisas. Nosso déficit educacional também agrava este quadro. Também em 2025, o Índice de Alfabetismo Funcional (Inaf) indicou que apenas 10% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são proficientes em leitura, interpretação de textos e cálculos matemáticos elementares. Já a pesquisa Retratos da Leitura mostrou que entre 2015 e 2024 houve uma redução de 11 milhões de leitores de livros de qualquer gênero, tanto no meio impresso como online. Enquanto milhões de alunos têm acesso a disciplinas de educação midiática na escola, quem nunca teve —seja porque já se formou, interrompeu os estudos ou nunca se matriculou no ensino formal— está mais indefeso. Vale lembrar que os papéis da escola incluem o estímulo ao pensamento crítico e à reflexão. Aliás, o direito à informação integra a Declaração de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo