Alunas falam de isolamento em salas majoritariamente masculinas e pressão por validação na carreira. Por ser mulher, sentiu que precisaria se esforçar mais para ser reconhecida em um ambiente que define como machista. "O que eu vou ter que fazer para me provar e competir de igual para igual?", diz ter questionado na época. O desconforto diminuiu ao longo da graduação, quando passou a ter contato com professoras e mulheres em cargos de liderança. Quando ingressou, em 2020, a escola era dirigida por Liedi Bernucci, primeira mulher a ocupar o cargo em 124 anos. A presença feminina na direção, afirma, trouxe sensação de pertencimento. "Começar a enxergar mulheres nessas posições traz conforto.". Hoje, a Poli é comandada por Anna Reali, segunda mulher no posto. Em entrevista à Folha em março, a engenheira afirmou que o afastamento feminino da área não começa na universidade, mas em uma mudança cultural durante a adolescência. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.