Milhares de vítimas continuam desaparecidas na Venezuela 1 mês após terremotos
Famílias voltam a falar com a reportagem após semanas de buscas e relatam ausência do Estado e troca de cadáveres. "Há muita ansiedade, muito medo, uma tristeza de não saber qual resposta dar", diz o educador, que ainda busca o irmão Jhonattan em necrotérios, hospitais, clínicas e albergues. "É lamentável.". Como essa família, outros milhares continuam em busca de vítimas dos sismos que estão desaparecidas. Embora o Estado venezuelano não divulgue um número oficial e estimado de pessoas desaparecidas, projetos independentes apontam que há milhares nessa situação. As plataformas online Venezuela Te Busca, Venezuela Reporta e Desaparecidos, nas quais as famílias podem registrar os dados de seus parentes, mostram, respectivamente, 17 mil, 40 mil e 29,5 mil desaparecidos. São pessoas que podem estar feridas em hospitais, desorientadas em casas de acolhimento, mas, especialmente, ainda sob os escombros das zonas mais atingidas. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo