Cientistas reanimaram patógenos de até 48 mil anos em laboratório; na Sibéria, antraz congelado matou uma criança em 2016. ?? Editar perfil Meu Olhar Sair Clube Olhar Digital Assine Notícias Vídeos Todos Especiais Ciência e Espaço Inteligência Artificial Pro Robótica Veículos e Tecnologia Fichas Técnicas Fichas Técnicas Comparar modelos Editorias Agronegócios Cinema e Streaming Curiosidades Games e Consoles Guia de Compras Dicas e Tutoriais Internet e Redes Sociais Medicina e Saúde Olha isso! Produtos e Reviews Segurança e Privacidade Tira-dúvidas Ofertas Apostas Notícias Vídeos Todos Especiais Ciência e Espaço Inteligência Artificial Pro Robótica Veículos e Tecnologia Fichas Técnicas Fichas Técnicas Comparar modelos Editorias Agronegócios Cinema e Streaming Curiosidades Games e Consoles Guia de Compras Dicas e Tutoriais Internet e Redes Sociais Medicina e Saúde Olha isso! Produtos e Reviews Segurança e Privacidade Tira-dúvidas Ofertas Apostas Clube Olhar Digital Assine Biologia Ciência e Espaço Micróbios congelados de 48.500 anos podem despertar e ameaçar humanos, plantas e animais Cientistas reanimaram patógenos de até 48 mil anos em laboratório Lucas Soares 24/05/2026 08:22 A cratera de Bagatay possui o permafrost mais antigo da Sibéria (Credito: Moscow State University) Compartilhe: O permafrost — a camada de solo permanentemente congelada do Ártico — guarda muito mais do que carbono e metano. Cientistas descobriram que ele também armazena uma verdadeira cápsula do tempo microbiológica, com vírus, bactérias e outros micróbios que estiveram dormentes por dezenas de milhares de anos. Agora, com o aumento global das temperaturas e a consequente erosão do gelo, esses patógenos ancestrais estão começando a despertar — e a ameaça não se limita a pandemias humanas. Em 2022, pesquisadores da Universidade de Aix-Marseille, na França, reanimaram 13 vírus de amostras de permafrost coletadas no extremo leste da Rússia, incluindo um com 48.500 anos — o vírus mais antigo já recuperado em laboratório. O resultado foi alarmante: mesmo após dezenas de milênios inativos, os patógenos permaneceram capazes de infectar organismos. Entre as amostras analisadas, estavam fezes congeladas de um mamute de 27 mil anos e o conteúdo estomacal de um lobo siberiano. Dali, os cientistas isolaram vírus batizados de Pithovirus mammoth, Pandoravirus mammoth, Megavirus mammoth, Pacmanvirus lupus e Pandoravirus lupus. Os pesquisadores alertaram, em artigo publicado na revista Viruses, que o degelo do permafrost tende a liberar esses vírus desconhecidos no ambiente. “Por quanto tempo esses vírus poderiam permanecer infecciosos uma vez expostos às condições externas, e quão provável será que encontrem e infectem um hospedeiro adequado no intervalo, ainda é impossível estimar”, escreveram. “Mas o risco está fadado a aumentar no contexto do aquecimento global.”. A evolução do tema deve ser observada por seus possíveis efeitos sobre inovação, regulação, negócios e comportamento do mercado. Use com naturalidade termos como tecnologia, inovação, negócios digitais e impacto no mercado quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.