Para economistas, Copom pode pausar ciclo de queda de juros no encontro seguinte, em agosto. A volatilidade provocada pela guerra no Oriente Médio, a piora nas expectativas de inflação e os estímulos fiscais dados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornam, na avaliação dos economistas ouvidos pela Folha, o cenário mais desafiador e podem levar o BC a endurecer o tom e aumentar a cautela nas próximas reuniões. Desde março, quando iniciou a flexibilização dos juros, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual, com dois cortes seguidos de 0,25 ponto percentual. Em perspectiva histórica, outros curtos ciclos de queda ocorreram em 2002 e em 2004. O acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para reabrir o estreito de Hormuz ainda é visto com ceticismo por parte dos economistas. Para Ana Madeira, economista-chefe para Brasil do Morgan Stanley, apesar da perspectiva positiva, esse evento aumenta a incerteza e não parece suficiente para sozinho guiar a decisão do Banco Central. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.