Ao InfoMoney Entrevista, Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO, falou sobre o gargalo estrutural de mão de obra no setor, os impactos da reforma tributária, o "ato de fé" de construir no. A construção civil brasileira vive um paradoxo. A demanda segue forte – um déficit de 6 milhões de moradias que, pela primeira vez, parou de crescer. Apesar de transformações, o crédito, ou funding, existe. Mas há cada vez menos quem construa. “A dificuldade de mão de obra no nosso setor é estrutural. E não vejo que ela vai mudar”, diz Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO ( MRVE3 ), em entrevista exclusiva no InfoMoney Entrevista. “No fim do ano passado, conversei com uma empresa chinesa. A idade média do operário da construção civil na China hoje é 51 anos. É uma economia dinâmica, o jovem tem outras opções. Ele prioriza outras coisas”, afirma Fischer. “Isso é uma força tão violenta que acaba te empurrando na direção da industrialização.”. O executivo, que começou como estagiário de engenharia na década de 1990 e hoje comanda o maior conglomerado de construção e incorporação do país, com 270 canteiros de obras em operação no Brasil, alerta que o problema não é brasileiro – e a solução passa por uma transformação que o setor ainda não conseguiu fazer. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.