Os comentários ressaltam o risco crescente para o mercado de petróleo, com o conflito no Oriente Médio entrando em seu terceiro mês. O chefe da Saudi Aramco alertou para uma longa disrupção nos mercados de petróleo devido à quase paralisação do Estreito de Ormuz, enquanto a companhia reportou um salto no lucro, impulsionado pelos preços mais altos e pela capacidade de redirecionar exportações por um oleoduto que contorna essa via marítima vital. “Se os fluxos comerciais forem retomados imediatamente ou hoje pelo Estreito de Ormuz, o mercado de petróleo levará alguns meses para se reequilibrar”, disse o diretor-presidente (CEO) da Aramco, Amin Nasser, em comentários enviados por e-mail. “Mas se o comércio e o transporte permanecerem restringidos por mais de algumas semanas a partir de hoje, prevemos que a disrupção da oferta persista e que o mercado só se normalize em 2027.”. Em todos os casos, o cálculo é feito em relação ao cenário-base de US$ 70 por barril e se refere ao período de maio a dezembro de 2026. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.