Linha-dura do regime iraniano ataca negociadores por acordo com os EUA
Membros da facção Paydari insistem que país deve manter controle do estreito de Hormuz. Mahmoud Nabavian, proeminente parlamentar linha-dura alinhado com o Paydari, pediu esta semana que Ghalibaf e o alto funcionário de segurança, Mohammad Bagher Zolghadr, insistissem em termos maximalistas para encerrar o conflito, afirmando que a guerra transformou o Irã em uma "superpotência". As críticas surgem enquanto os mediadores aguardam a resposta do Irã a uma proposta preliminar que estenderia o cessar-fogo entre EUA e Irã por 60 dias, levaria à reabertura gradual do estreito e estabeleceria a estrutura para discussões sobre o programa nuclear da república. Nabavian argumentou que o estreito, por onde passa cerca de um quinto do suprimento global de petróleo e gás, só deveria ser totalmente reaberto se "todas" as sanções americanas fossem suspensas com aprovação do Congresso e acompanhadas de garantias contra sanções futuras. Ele também delineou o que afirmou serem as condições de Khamenei para um acordo, incluindo que o Irã mantenha a "gestão exclusiva" do estreito, imponha pedágios sobre a navegação, proíba embarcações ligadas a Israel e receba pagamentos de compensação dos EUA por danos de guerra. Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo. Qualquer coisa aquém disso, disse ele, significaria que "o Irã será um perdedor total e os EUA um vencedor total". A opinião foi ecoada por Mohsen Mansouri, outro ultraconservador. Ele afirmou que os pragmáticos que lideram as negociações "estão lutando por um acordo já fracassado com os assassinos de nosso líder supremo", referindo-se ao assassinato do pai de Mojtaba, Ali Khamenei, no início da guerra em 28 de fevereiro. Mansouri disse que alegações de que os negociadores estavam se coordenando com Mojtaba, ou que estavam agindo com base em uma decisão coletiva tomada por altas autoridades, "não funcionariam mais", sugerindo que eram falsas. As intervenções destacaram as tentativas da facção Paydari de se inserir nas negociações e ressaltaram o desafio enfrentado pela liderança iraniana ao tentar equilibrar a exaustão pública após meses de guerra com a pressão de ideólogos linha-dura. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo