Brinquedos com propriedade intelectual licenciada são mais da metade dos US$ 13 bilhões anuais da empresa. Pokémon é a mais recente de uma crescente lista de parcerias da Lego com marcas de mídia. Desde o sucesso de um conjunto de Star Wars em 1999, a empresa dinamarquesa tem buscado licenças em todos os lugares, de jogos ( Nintendo ) e Hollywood ( Harry Potter ) a esportes (Fórmula 1). Piratas e astronautas genéricos estão sendo cada vez mais espremidos para fora das prateleiras das lojas por personagens como Super Mario. Brinquedos baseados em propriedade intelectual licenciada representam mais da metade da receita anual de US$ 13 bilhões (R$ 65,5 bilhões) da Lego, estima a Circana, uma empresa de pesquisa. A fabricante de blocos não é o único exemplo. O Monopoly da Hasbro tem versões que licenciam de tudo, de James Bond a Barbie. A Funko, que fabrica os bonecos Pop! extremamente populares, oferece réplicas baseadas em atletas, atores e muito mais. Seu slogan, "Todo mundo é fã de alguma coisa", resume a ideia. A participação das vendas globais de brinquedos baseados em propriedade intelectual licenciada subiu de 25% para 37% nos últimos sete anos, diz Frédérique Tutt, da Circana. A Lego mostra como a estratégia pode funcionar. Aproveitar a base de fãs de outra marca é menos arriscado do que investir em uma nova linha própria. Também é mais ágil: no ano passado, a Lego apostou pesado em conjuntos de "Jurassic World" para coincidir com um novo filme; este ano, vai capitalizar o 30º aniversário de Pokémon. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.