Laboratório paraguaio que fabrica emagrecedor Gluconex diz que se prepara para pedir
Leandro Safatle, presidente da Anvisa, afirma que até agora não houve pedido de nenhum laboratório paraguaio. Segundo Luis Avila, diretor de relações institucionais da Lasca, farmacêutica que fabrica o medicamento, a empresa avalia dois caminhos possíveis. O primeiro seria uma eventual licença compulsória, um tipo de "quebra de patente". Ele diz que pessoas que mantêm contato com o laboratório afirmaram que há discussões sobre isso na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), informação que a agência brasileira nega. O segundo caminho seria aguardar o fim da proteção patentária da tirzepatida no Brasil. Em qualquer um dos cenários, a empresa precisaria reunir uma série de documentos e protocolos exigidos pela Anvisa para dar entrada no pedido —trabalho que já está em curso, segundo Avila. Ele disse ainda que a Lasca está em processo avançado de registro sanitário do Gluconex na Venezuela e na Bolívia. "Está pronto para aprovação. Em no máximo um mês isso deve ocorrer". A farmacêutica Eli Lilly detém a patente da molécula no Brasil até janeiro de 2036 e é a única empresa autorizada a comercializar o medicamento no país. O Paraguai não integra o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT), o que permite a fabricação da substância sem as mesmas restrições patentárias vigentes por aqui. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo