Jovens no Brasil são mais ou menos conservadores do que os mais velhos? O que pesquisa
Mais da metade dos brasileiros de 16 a 24 anos se define como conservadora. Segundo o levantamento, realizado pela Quaest a pedido do instituto More in Common, embora a maioria dos jovens brasileiros de 16 a 24 anos —faixa etária que concentra a maior parte da geração Z — se identifiquem como conservadores (68% entre os homens e 62% entre as mulheres), esses índices são menores do que os registrados entre as gerações mais velhas. Na avaliação dos pesquisadores brasileiros, a discrepância entre o estudo brasileiro e os estrangeiros se deve às metodologias adotadas —no exterior, eles têm sido feitos, em geral, a partir de entrevistas virtuais, enquanto no Brasil foram realizadas entrevistas presenciais, com um esforço para abranger diferentes perfis da população. Diretor-executivo do More in Common e professor de gestão de políticas públicas da USP (Universidade de São Paulo), Pablo Ortellado diz que pesquisas virtuais podem gerar distorções —principalmente no Brasil, devido às limitações de acesso à internet em determinadas regiões e entre diferentes classes sociais — e têm maior probabilidade de alcançar públicos que já se identificam ou se interessam pelo debate, o que pode gerar respostas enviesadas. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo