Jogo do Brasil x Japão derrubou consumo de energia e fez ONS cortar geração renovável
Partida às 14h coincidiu com pico de geração solar e reduziu atividades econômicas. A partida da véspera, que rendeu ao Brasil sua classificação para as oitavas de final, foi a primeira do torneio deste ano a ocorrer no meio do dia, às 14h, quando atividades industriais e de serviços estão em curso, e enquanto a geração solar está elevada. A redução brusca do consumo nesse período, devido à mobilização da população para assistir ao jogo, dificulta o trabalho do ONS, que precisa equilibrar carga e geração para assegurar a estabilidade do fornecimento de energia. O desafio aumenta ainda diante da quantidade expressiva de painéis solares instalados no Brasil nos últimos anos, sobre os quais o operador não tem controle, diminuindo os recursos disponíveis para equilibrar a rede elétrica. A mobilização para o jogo contra o Japão derrubou a carga nacional de energia em 21%, para 66.515 megawatts médios, patamar alcançado perto do intervalo da partida. Ao final do jogo, às 16h02, o consumo voltou a crescer, com acréscimo de 12.783 MW em 60 minutos, acompanhando a retomada gradual das atividades econômicas e domésticas. Esse volume equivale à soma das demandas médias dos estados de Minas Gerais e Paraná. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo