Entenda a relação entre infecções respiratórias típicas dessa época e o eflúvio telógeno. "A relação entre inverno e queda capilar não é tão simples. Alguns estudos sugerem que pode haver uma variação sazonal do ciclo capilar, com maior proporção de fios entrando na fase de queda em determinados períodos do ano", relata a dermatologista e tricologista Bárbara Miguel, do Einstein Hospital Israelita. Diversos fatores biológicos e ambientais atuam em conjunto para que isso ocorra —a queda da temperatura, por si só, não faz o cabelo cair. Durante e após uma infecção, o organismo pode entrar em estado inflamatório intenso, capaz de desregular o ciclo natural dos folículos capilares. Como consequência, muitos fios interrompem precocemente sua fase de crescimento e passam para a fase de queda, em um quadro conhecido como eflúvio telógeno, uma das causas mais comuns de perda temporária de cabelo. "É como se o organismo sinalizasse aos fios que seu crescimento não é a prioridade naquele momento de muito estresse metabólico", explica a dermatologista Natalia Cymrot, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo (SBD-SP). A Covid-19, por exemplo, é uma das infecções com potencial de causar intensa inflamação no organismo. "Outras infecções sistêmicas que causam inflamação também cursam frequentemente com eflúvio telógeno, como influenza ou infecções bacterianas", diz. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.