Andrei Kurkov dividiu mesa com a conterrânea Maria Reva nesta quinta. Naquele momento, Kurkov estava em Kiev escrevendo um romance e fugiu para o oeste do país quando os primeiros mísseis atingiram a capital ucraniana. Reva estava no Canadá, onde vive desde os sete anos, e trabalhava em sua obra "Extinção", publicada no Brasil pela DBA. "Escrever ficção demanda uma imaginação muito ativa, mas a guerra mata a imaginação. Você fica preso nas tragédias da realidade", disse Kurkov em mesa ao lado de Reva na Feira Literária Internacional de Paraty ( Flip ) nesta quinta-feira (23). "Escrever e ler ficção são prazeres, e ter um prazer durante a guerra me parecia imoral.". Para ele, a saída foi deixar de lado seu romance e começar a escrever um diário sobre tudo o que estava ocorrendo. "Ucrânia: Diário de uma Guerra", da editora Carambaia, reúne os dois primeiros volumes de seus diários sobre a vida na Ucrânia após a invasão da Rússia. O terceiro volume, "Three Years on fire", foi publicado no final do ano passado em inglês. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.