Mercado monitora juros americanos, dólar e risco geopolítico depois de forte correção desde a máxima histórica de abril. O Ibovespa inicia a semana tentando encontrar algum ponto de estabilização depois de completar oito semanas consecutivas de queda, a maior sequência negativa já registrada em sua série histórica. O movimento levou o principal índice da Bolsa brasileira a perder a marca dos 170 mil pontos, em uma virada brusca de cenário após a máxima histórica registrada em abril. Há pouco mais de um mês, o índice chegou a renovar recorde intradiário aos 199.354 pontos, aproximando-se pela primeira vez da marca simbólica dos 200 mil pontos. Desde então, o mercado passou por uma forte realização de lucros, em meio à piora do ambiente externo, ao avanço dos juros futuros e à perda de apetite por ativos de risco. O principal ponto de atenção para os investidores nesta semana segue nos Estados Unidos. O relatório de emprego de maio mostrou a criação de 172 mil vagas, número bem acima das estimativas de mercado, que giravam entre 80 mil e 85 mil postos. Em condições normais, um mercado de trabalho forte poderia ser lido como sinal positivo para a economia. Mas, no cenário atual, o dado reacendeu temores de que a inflação americana siga resistente e obrigue o Federal Reserve, o banco central dos EUA, a manter os juros elevados por mais tempo — ou até voltar a aumentá-los. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.