Especialistas afirmam que, pela primeira vez em décadas, principal foco de instabilidade não está entre seleções rivais, mas dentro do próprio país anfitrião. Em vez de funcionar apenas como pano de fundo do torneio, parte dessas tensões atravessa diretamente os países que vão sediar a competição em conjunto, com os americanos ocupando posição central em crises diplomáticas e militares que envolvem países classificados para o megaevento, ao mesmo tempo em que ampliam o controle sobre vistos, imigração e segurança nas fronteiras. "A Copa deveria ser um ambiente seguro para a Fifa, oferecendo estabilidade e retorno comercial. Em vez disso, tornou-se a Copa mais complexa, sensível e fragmentada da história", disse à Folha Simon Chadwick, professor de geopolítica e economia internacional do esporte e um dos principais especialistas mundiais na relação entre esporte, poder e mercados globais. A relação entre Copa do Mundo e política acompanha praticamente toda a história da competição. Em 1938, o Mundial foi disputado sob a escalada do nazismo na Europa poucos meses antes da Segunda Guerra Mundial. Décadas depois, a Guerra Fria transformaria o torneio em palco simbólico da divisão entre blocos políticos, especialmente na Copa de 1974, na Alemanha Ocidental. Em 1990, na Itália, o futebol voltou a acompanhar uma mudança de ordem global, desta vez sob o colapso da União Soviética e a reunificação alemã. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.